roberta silva
Ela disse: Eternidade.
numa língua serpentina.
Se enroscou no meu nome,
cheiro e albumina.
Deu voltas em meu pescoço
falou descalço em meu ouvido:
-Vem comigo! Vem comigo!
E lotou meus dias de feitos vazios.
Lagarto cruzando a estrada
grávida de uma montanha russa.
Parto sem dor,
algo de puro nesse despudor,
algo de muro nesse corredor.
Acorde tímido, gemido rouco.
-Fica mais um pouco!
-Fica mais um pouco!
-Eu te preciso, preciso...
em minhas mãos dez coordenadas .
Meta fora do alcance.
Um lance que já estava dentro
bem antes do antes do antes.
Dois canudos no mesmo
refrigerante
refrigerante
Um comentário:
Uau! Belo poema numa bela manhã de domingo!
Sua escrita é singular!
Bjs
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