25.5.07

porto inseguro



Em meu cais
não atracam iates.
Sou encosta
onde quebram ondas.



Recife de coral
que canta a vida
em si bem mal.



Cedo me avisaram
que não sou mar
que se navegue.



Cemitério de navios.
Almas nobres
naufragam em mim
sem direito a s.o.s..



Quebrei o pau,
desfiz canoas.
A luz que pisco
à noite
não é um farol.



Do tablado que aportas
defendo com arpão
meus golfinhos.


Só para eles sou abrigo
porque viram além
do meu perigo.

texto e imagem: roberta silva

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