18.5.07

Felicidade Banguela






Menina, quando você me olha da janela.
A felicidade ri para mim
Com sua boca banguela.
Amo você tanto
E disso tanto tenho medo
Que não há nada a fazer.
Menina, quando você olha apaixonada.
É como beijar a boca
Dessa felicidade desdentada.

Vou beber seu sorriso gelatina,
Clarão vermelho que me cega a retina.
A menor distância entre onde estou e a loucura
é a volta completa do meu abraço na sua cintura.
Seu olhar, maremoto, acalma a tempestade no meu copo d'água.
Seu corpo, terremoto, aplaca a vaidade no meu olhar de mágoa.
Caos do caos, beleza assimétrica,
que coloca meu amor em moto-perpétuo.
Um ângulo reto entre meu novo destino
e minha antiga meta.
Vértice que aponta o fundo do poço
numa linha reta.






(este é o primeiro poema que escrevi no ponto-de-vista masculino, foi o primeiro assinado por Gulab Song)
foto: ragi por roberta silva

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